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28 de maio de 2014

Postado por Monique | Marcadores: , ,
É inimaginável pensar em uma situação onde, de repente, surge um par de sólidas mãos peludas que ataca violentamente motoristas e os joga para fora da estrada.
Acredite ou não, há uma estrada em Dartmoor (Devon, United Kingdom) com infinidades de relatos distintos entre si de tais casos. As vítimas do misterioso fenômeno relatam terem visto grandes e peludas mãos desencarnadas se materializando no ar. Dizem que elas agarram firmemente o volante de seus veículos ou o guidão de suas bicicletas e motos, causando completo terror nas vítimas.

Durante algumas décadas os eventos foram considerados nada mais que um inocente (embora sinistro) delírio por parte dos moradores supersticiosos do deserto de Dartmoor.
Tal ideia iria mudar drasticamente em junho do ano de 1921, quando uma tragédia aconteceu.
E.H. Helby, oficial médico na prisão de Dartmoor, morreu no tal trecho da estrada com alto índice de avistamento das misteriosas mãos. O doutor perdeu o controle de sua moto e side-car, no qual estavam sentados seus dois filhos.
Helby teve apenas tempo suficiente para alertar as crianças a saltarem com segurança, o qual fizeram pouco antes do homem ser empurrado de sua moto por mãos sem corpo que haviam surgido no ar, de acordo com os filhos. Ele morreu instantaneamente.
Em Agosto do mesmo ano um jovem capitão do exército britânico, descrito pela mídia como "um piloto muito experiente", também foi lançado à beira da mesma estrada depois que também perdeu o controle de sua moto. 
Significante e incrivelmente, o capitão afirmou o seguinte, em resposta às perguntas da mídia:

"Não foi minha culpa.
Acredite ou não, algo me levou para fora da estrada.
De repente surgiu um par de mãos peludas fechadas sobre as minhas.
Eu as senti tão claramente; grandes e musculosas mãos peludas.
Lutei com elas com todas as minhas forças, mas eram fortes demais pra mim.
Elas forçaram a moto a ser lançada no gramado à beira da estrada e eu perdi a consciência."


Isso foi apenas o prelúdio.


No verão de 1924, a bem conhecida e amplamente respeitada folclorista de Devonshire, Theo Brown, estava acampando em um trailer com seu marido a aproximadamente meia milha da estrada onde praticamente toda a atividade sinistra estava acontecendo. A moça estava prestes a vislumbrar o pior pesadelo que experimentaria, referente ao mistério das mãos peludas.
Brown, autora de Devon Ghosts e Family Holidays around Dartmoor, disse:

"Eu sabia que algum poder seriamente ameaçador se aproximava, e admito que deveria ter agido mais rápido.
Assim que olhei para a pequena janela na parte de trás do nosso trailer, vi algo se movendo, e então distingui dedos e a palma de uma mão muito grande, com espessos tufos de pelos em suas articulações e costas; agarrava a vidraça e se rastejava para cima, em direção à parte superior da janela, que estava um semiaberta.
Eu sabia que ela queria fazer mal ao meu marido, que dormia abaixo. Pude sentir que o dono da mão nos odiava e nos desejava mal, e era óbvio que não se trava de uma mão comum; nenhum golpe ou tiro teria qualquer poder sobre ela."


Ela continuou:

"Quase inconscientemente, fiz o sinal da cruz e rezei muito para que pudéssemos ser mantidos em segurança. Gradativamente a mão deslizou para fora da área de visão, e então eu sabia que o perigo tinha desaparecido.
Fiz outra prece e caí imediatamente em um sono tranquilo.
Ficamos nesse local por várias semanas, e nunca voltei a sentir a influência do mal novamente perto do nosso trailer."


O incidente foi o assunto do conselho, e inevitavelmente deu origem a piadas e deboche. A polícia local começou a ignorar os relatórios que passaram a chegar em grande quantidade, atribuindo muitos dos avistamentos à exagerada crença religiosa do local.


O seguinte relato foi contado ao escritor Michael Willians, autor do livro Supernatural Dartmoor, pelo jornalista Rufus Endle, que afirmou que enquanto dirigia perto de Postbridge em uma data indeterminada, um par de mãos agarrou o volante e ele teve que lutar pelo controle do veículo.
Felizmente ele conseguiu evitar a colisão do veículo; as mãos, entretanto, simplesmente desapareceram no ar. À pedido de Endle, sua história só foi publicada após sua morte.
Décadas depois a lenda das mãos parecia esquecida, mas em 1960 um motorista foi encontrado morto debaixo dos destroços do seu carro que havia capotado no trecho entre Plymouth e Chagford, na beira da estrada, como era de prado nos relatos envolvendo as mãos.
Nenhum outro carro foi envolvido no acidente e não parecia ter havido nenhum motivo para que aquilo tivesse ocorrido. Mas quando os peritos da polícia examinaram os destroços do veículo, não encontraram nenhuma falha mecânica. Esse é um mistério que nunca foi resolvido.

Motoristas não são os únicos que sofreram os ataques dessa manifestação incomum.
Pessoas à pé, fazendo o seu caminho ao longo do trecho da estrada relataram estranhas experiências e sensações no local, mesmo que eles nunca tenham ouvido falar da lenda das mãos.
Certa vez um andarilho, apreciando a beleza agreste da paisagem, acabou se empolgando durante a caminhada e acabou ficando lá até o anoitecer. De repente, ele foi foi tomado por um inexplicável sentimento de pânico e ficou paralisado no chão, mas ele não podia ver nenhuma razão para aquela sensação de medo. 
Após alguns minutos naquela situação horripilante, tudo se acalmou e ele conseguiu continuar o seu caminho. Ficou confuso sobre a experiência estranha que tinha acontecido com ele, e só mais tarde que ele ouviu a história dos acontecimentos sobrenaturais naquele lugar.

Ninguém foi capaz de explicar os estranhos acontecimentos nesse trecho solitário de autoestrada.
A única pista para o aparecimento das mãos peludas desencarnadas é que, no distante passado uma aldeia da idade do bronze ocupara esse trecho da então agora sinistra estrada de Dartmoor.
Até hoje relatos esporádicos sobre ataques de mãos desencarnadas ocorrem no local.


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