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24 de outubro de 2013

Postado por Monique | Marcadores: ,
O que narrarei a seguir é algo verídico que ocorreu comigo, e se flagrei uma cena no mínimo inusitada e violenta (um assassinato, talvez?) ou uma aparição de além mundos, não sei lhe informar. O fato é que seja lá o que foi, me levou a refletir sobre.
Aconteceu há pouco tempo, não sei dizer se em Agosto ou Julho deste ano. Não foi a coisa mais estranha que me ocorreu - nem de longe! - mas não pretendo falar nada tão pessoal no blog por enquanto.
Moro em um prédio na região do ABC (SP), logo em frente a uma faculdade e mais toneladas de prédios e condomínios, e tenho o costume de sentar no parapeito das janelas aqui do sexto andar (me julguem!) enquanto fumo e me perco nessa paisagem feia urbana. Era o que eu estava fazendo quando meu starshiy brat resolveu me fazer uma inesperada e adorável visita, visando que sempre me encontro só aqui em casa, senão pela minha adorável companhia felina. O fato de meu irmão ter visto a coisa comigo foi algo que me deixou muito feliz, pois expectar algo assim em duas pessoas prova que não era fruto de loucura.
Botávamos o papo em dia enquanto ele acendia um cigarro e se juntava a mim, e após um tempo de conversa, notamos uma peculiar janela acesa num dos prédios. Ela se destacava tanto por jamais termos visto sinal de vida naquele apartamento específico, e também (e principalmente) por ser uma luz vermelha fortíssima, acesa.
Eu, como fumante de janelas e vítima de implacável insônia, já decorei até mesmo os horários em que muitos moradores costumam acender as luzes, acordar, etc. Em mais de dois anos morando aqui, nunca, jamais vi quaisquer indícios de que alguém vivia ali.
Starshiy brat e eu ficamos comentando do quão exótica parecia a luz sanguinolenta perto das brancas e amarelas, quando vimos surgir lá dentro duas silhuetas pretas. Esses vultos passaram um bom tempo lá, parados, quando um deles começou a se mover e tocar no outro rudemente, enquanto este tentava se afastar. Não podemos ser muito objetivos porque nossa visão e entendimento eram severamente afetados pela distância, mas ambos nós concluímos  que as figuras estavam lutando, tendo a primeira clara vantagem.
Finalmente o aparente vencedor empurrou o segundo ao chão, e realmente não lembro se ele também se abaixou logo em seguida, em cima da vítima, ou se saiu andando, sumindo de vista. Perdoe minha memória péssima, mas tenho certeza que foi uma dessas duas coisas que aconteceu...
Enfim, depois de alguns segundos após a ação final, enquanto eu e meu irmão continuávamos olhando a janela vermelha, agora vazia, a luz se apagou.
Nos próximos dias prestei atenção especial àquele apartamento, mas como sempre, nenhum sinal de inquilino. Tudo como sempre fora; janelas lacradas, luzes jamais acesas. Não é algo assustador, mas é um tanto curioso. O que raios era aquilo, afinal?
Se me permitem este último parágrafo, escrevo num caderno às quatro da manhã (pretendo passar ao blog no próximo dia) enquanto fumo aqui no parapeito e encaro aquela janela, fechada, como deve ser.

2 comentários:

Escreva, monstrinho.