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19 de dezembro de 2012

Postado por Monique | Marcadores: , ,
Imagine-se numa noite chuvosa rumo a um destino romântico na companhia de seu cônjuge, e eis que o inusitado - porém previsível - ocorre: o pneu fura, e vocês acabam perdidos.
Sem dúvidas trata-se clichê, mas bem, para todo clichê há um pioneiro, assim como o grande Senhor dos anéis, que conta a história de um vilão que quer dominar uma terra mas para isso precisa de um objeto que está com o herói.
The Rocky Horror Picture Show é assim: a história que gerou inúmeras imitações, que acabou até virando um clichê, mas que ninguém jamais irá superar.
Dirigido por Jim Sharman e com músicas compostas por Richard O'Brien, estreado no Reino Unido em 14 de agosto de 1975, esse é mais do que um clássico memorável. Eis o filme que inspirou o movimento gótico, e como citei anteriormente, criou um dos clichês mais clichês possíveis. A verdade é que ninguém botava fé em seu sucesso, tanto que ganhou a sessão da meia noite nos cinemas ingleses, mas a proporção de fãs foi tão grande que os espectadores o viam noite após noite, e iam às salas de exibição caracterizados como os personagens da obra. Em um cinema de Munique está em cartaz desde o seu lançamento, ainda na sessão da meia noite; virou uma tradição, afinal. Se você não conhece esse clássico, não se preocupe: conhecerá agora.
Brad Majors (Barry Bostwick) e Janet Weiss (Susan Sarandon) acabam de ficar noivos e resolvem visitar o Dr. Everett Scott (Jonathan Adam), seu antigo professor de ciências, para agradecer por tê-los apresentado e convidá-lo para seu casamento que pretendem realizar.


A caminho do lar de Dr. Scott, sob uma densa tempestade o pneu do carro fura e eles acabam obrigados a pedir ajuda. Não há ninguém nas redondezas, mas para a "sorte" deles, lembram-se de terem avistado um castelo não muito longe, e vão até ele atrás de abrigo ou mesmo de permissão para o uso de um telefone. É inevitável implorarmos em pensamento para eles não irem até lá, mesmo essa parte sendo totalmente previsível. Bem, como é óbvio - ou não teria filme - nossos pedidos não surtem efeito, e eles foram até lá para darem de cara com algo muito além de sua imaginação: Um travesti, pansexual, metido a cientista louco chamado Dr. Frank-N-Furter, interpretado pelo brilhante Tim Curry (sim, é bizarro vê-lo naqueles trajes de travesti todo emboiolado); seus bizarros servos, bando de indivíduos exêntricos, como todo o resto do local.


Após uma inesquecível apresentação musical encenada pelos bizarros figurantes, Frank se apresenta como um "doce travesti" alienígena vindo do planeta Transexual, situado na galáxia Transilvânia. Logo cospe suas frases grotescas, espantando Brad e Janet e alguns espectadores despreparados: "Não fique assustado com minha aparência. Não sou muito homem a luz do dia, mas à noite eu viro um amante foda". Espantados, os dois acabam meio que forçados a ficarem para espectar o nascimento da nova criação de Frank, Rocky, um ser humano artificial destinado a ser o novo parceiro dele. E bem, apartir daí, inúmeros acontecimentos toscos, engraçados e tenebrosos ocorrem, cujos quais não ousarei falar, pois assistir The Rocky Horror Picture Show pela primeira vez, sem saber o que acontecerá, é uma experiência mais do que extraordinária.


Eis uma viagem psicodélica pelo universo do rock, da comédia, e claro, do terror, proporcionando momentos inesquecíveis ao espectador. O filme toma um rumo próprio e muito original, e nos mostra como um casal careta e sem graça muda completamente quando expostos à loucura daquele castelo de birutas, tornando-se uma dupla de depravados tão estranhos quando aqueles que os receberam - e não, não é spoiler; é mais do que óbvio. As músicas são tão animadas e o filme tão inusitado que não tem como não gostar.
Se você já souber as letras das músicas, então... Na certa ficará pateticamente dançando e cantando com aquelas antipáticas, porém adoráveis aberrações. Fora que o final, totalmente envolto em non sense, fecha a trama com chave de ouro.
Diversão garantida para quem assiste, além da trilha sonora épica. Essa grande obra definitivamente merece toda a credibilidade que conquistou ao longo dos anos.

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