.

1 2 3 4 5

14 de janeiro de 2015

Postado por Monique | Marcadores:
Parece humor negro, mas não é. Uma empresa inglesa chamada And Vinyly (em inglês um trocadilho entre as palavras "vinil" e "finalmente") promete utilizar as cinzas de uma pessoa falecida para gerar um disco de vinil de 12 polegadas, que tem a duração de 24 minutos, e pode ser gravado com as canções que o cliente desejar.

Criado pelo produtor musical Jason Leach, em 2009, o serviço de encomenda de um disco a partir de restos mortais tem um preço salgado: U$ 4 mil (cerca de R$ 9,6 mil). O pacote básico inclui 30 discos de vinil para serem distribuídos entre parentes e amigos do finado.

E o processo é bem simples. As cinzas são entregues à uma fábrica onde são incluídas no vinil. Após esse processo, as gravações são prensadas no disco. E esse é o maior problema encontrado. Não a prensagem, mas, de acordo com os fabricantes, a escolha das músicas pelos parentes.

Segundo Leach, isso ocorre porque as pessoas mudam constantemente de opinião e gosto musical, e isso acaba interferindo na contratação do serviço. Apesar desse empecilho, as possibilidades para conteúdo dos discos são infinitas. A companhia já gravou até piadas e histórias (de parentes ou sobre parentes). Há também o caso de um DJ que contratou o serviço para poder continuar tocando mesmo após a sua morte.

Mesmo polêmica, a ideia deve ser considerada uma alternativa para os problemas ambientais causados por cemitérios. O chorume que escorre das sepulturas têm contaminado os lençóis freáticos e causado impactos negativos nas regiões adjacentes ao local.

Desse modo, a cremação parece ser a solução mais viável. Caso você ache que um vinil com lembranças de um falecido já é demais, há outras opções para homenageá-lo. A BioUrna, que fertiliza sementes de árvores com os resultados da cremação é uma maneira simbólica e ecológica para lembrar de seu ente querido.


Fonte: The Raw Story

2 comentários:

  1. Muito interessante isso e não achei nada mórbido, é bem melhor do que aqueles que mumificam ou fazem coisas parecidas ou mais estranhas com corpos; nesse caso os restos mortais estão sendo muito úteis.
    Sem falar que estarão sendo lembrados de uma ótima maneira,através de música...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo contigo, só falei "mórbido" porque é minha tarefa como quem escreve artigo supostamente sensacionalista fazer uso de expressões estúpidas.
      Como amante da literatura, digo sem receio que muitos autores foram imortalizados em suas obras supremas; Goethe em Fausto ou Werther, Poe graças aos seus contos maravilhosos, Bram Stoker em Dracula, Mary Shelley e Frankenstein e por aí vai. Acho belo observar que os amantes da música também têm essa opção de imortalidade, e já que pouco lhes convém os alfarrábios, que façam através do que amam: da música - literalmente personificada num disco!

      (...) Responder ao seu comentário me trouxe uma insistente ideia de confeccionar um exemplar de um livro clássico com as páginas feitas de cinzas do autor, ou a capa de couro de sua pele... (...) Só me deixe lembrar onde foi que escondi o cadáver do Maupassant...!

      Excluir

Escreva, monstrinho.