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1 de julho de 2014

Postado por Monique | Marcadores: , ,
Creio que todos ou a grande maioria dos leitores aqui do Brasil Bizarro já ouviram algo a respeito de Paranapiacaba - um Vilarejo pertencente ao Município de Santo André, no estado de São Paulo, Brasil. Moro aqui no ABC e desde cedo tenho fascínio pelo local. Cheguei a postar sobre o vagão ferroviário fantasma, e hoje trago mais sobre esse instigante lugar.

Sua origem vem da época em que os ingleses estavam construindo a ferrovia que ligava São Paulo ao litoral através da Serra do Mar.
A Vila de Paranapiacaba possui em suas construções muitas características da arquitetura inglesa da época, transmitindo nos dias de hoje através de seus muitos anos um ar tanto nostálgico como sombrio, principalmente quando a densa neblina que atua sobre a região se faz presente, reduzindo certas vezes a visibilidade em muitos locais a menos de 2 metros.
Nesse local interessante com suas muitas histórias de diversos temas - tanto sobre a construção da ferrovia, sobre a criação da própria Vila, a relatos sobre fatos estranhos e sobrenaturais que assustam até hoje os moradores do local.
O relato contado aqui é um deles.



Talvez para muitos esse relato que vou contar não seja muito assustador, mas garanto que para as pessoas que o presenciaram foi algo realmente aterrador.
Certa noite estávamos eu, minha esposa e filha, juntamente com amigos que normalmente fazem trilha de moto comigo e suas respectivas famílias em um pequeno restaurante chamado "Casa da Sopa", no municipio de Ribeirão Pires, no estado de São Paulo.
Era um final de semana do mês de Julho, e aproveitávamos o friozinho da noite para degustar pratos quentes da casa.
Pois bem, lá pelas 00:00' decidimos ir embora, e como uma pessoa do grupo mora próximo ao estabelecimento que estávamos, ele sugeriu que passássemos em sua casa para tomar um último "drink" antes de irmos embora definitivamente.
Todos aceitamos e fomos até lá, e ficamos conversando um pouco.
No momento na saída, um dos amigos teve uma idéia de todos nós irmos até um pequeno bar chamado "Simplão"

Todos nós então concordamos. Então deixamos as crianças na casa dele com sua sobrinha e em dois carros fomos para a Vila de Paranapiacaba. Nesse momento já era 01:30' da madrugada.
Saímos do município de Maúa, e fomos para Parapiacaba por baixo, através de uma estrada de terra (a única que dá acesso à Vila para veículos), sem problemas até chegar ao nosso destino, o barzinho de "Simplão".

Lá pelas 04:00'da madrugada resolvemos ir embora.
Retornamos então pela mesma estrada de terra, mas em uma velocidade mais baixa devido à neblina que havia baixado na região, reduzindo a visibilidade para aapenas uns 15 metros.

Durante a pequena viagem, mais ou menos na metade estrada de terra avistamos uma pessoa alta, negra e vestida com um tipo de terno branco e com um chapéu estranho, o qual ia no mesmo sentido dos carros, posicionando-se bem no meio da estrada.
Quando nos aproximamos tive que desviar, pois ele nem ligou para a aproximação do carro.
Quando passamos perto, eu e minha esposa nem ligamos muito, principalmente eu, que tinha que prestar atenção na estrada devido à densa neblina.
Nisso ouvi minha amiga Fábia, que estava no banco de trás do carro gritar e ficar em pânico, e disse: Vocês viram??!!
Eu disse: o quê??
E ela disse: a assombração!!!
Falei: tá louca mulher, é um andarilho, e ela "não!, o rosto dele é horrível", e deixei pra lá e prossegui pela estradinha, só que um tanto preocupado pelo comportamento dela.

Então paramos assim que atravessamos a linha de trem, já na estrada de asfalto que liga a Vila de Paranapiacaba ao município de Rio Grande da Serra, para aguardar nossos amigos que vinham no outro carro.
Logo que parei, nosso amigo Ricardo e o Moacir chegaram no carro de trás desesperados e disseram quase um prantos:
"Vocês viram?!!" novamente eu: "o quê?"
E ele: "o cara na estrada lá atrás. Era um homem de branco que atravessou na frente do carro. Ele não aparentava se importar com o veículo, e quando o Ricardo desviou dele, o homem olhou fixamente para nós e então entramos em pânico, pois parecia que ele não tinha pescoço e girava a cabeça tipo 360º".
Aí novamente entra a Fábia para completar os fatos. E queriam ir embora dali urgente.

Em outra visita na Vila de Paranapiacaba, dessa vez de dia, contamos esse relato à alguns moradores, e eles disseram que várias outras pessoas já avistaram aquele "Andarilho" no mesmo trecho da estrada que nós.
Eu pessoalmente não vi o rosto do Andarilho e nem mais detalhes, mas pelo terror que nossos amigos passaram, e pelos detalhes que nos contaram, eu não quero passar sozinho por aquele trecho a noite, e também espero não encontrar aquela aparição pelo meu caminho novamente.
Nas noites frias de inverno, quando estou em algum lugar com neblina, fico imaginando o que ou quem seria aquele "Andarilho" misterioso que cruzou nosso caminho.

Anônimo - SP


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