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17 de junho de 2014

Postado por Monique | Marcadores: , , ,
Conta-se que há mais ou menos uns quinze anos atrás houve um show da banda Legião Urbana aqui em São Paulo. Tinha aquela garota, moradora do bairro da Penha, que era muito fã da banda, e pela primeira vez iria num show deles.
No dia esperado ela combinou com seu namorado e com alguns amigos de se encontrarem em frente ao cemitério do bairro, como faziam sempre que saíam em grupo. Tudo parecia estar dando certo; o bando se encontrou lá e rumaram ao evento. No meio do show a garota se sentiu mal e precisou ir ao banheiro, e quando voltou encontrou seu namorado aos beijos com a melhor amiga dela.
Abalada com o fato ela saiu no meio do show e bem em frente ao cemitério do bairro onde costumavam se encontrar, ela resolve parar e tomar uma atitude pouco inteligente; se atirou contra um ônibus que vinha em alta velocidade, e assim morreu brutalmente esmagada pelas as rodas do veículo.
Pelo fato dela ter cometido suicídio, dizem que seu espírito vaga até hoje em frente ao cemitério toda sexta feira entre 23:00 e 23:30, que foi a hora em que ela se matou.
Essa é uma lenda fraquinha e clichê, e confesso que a desdenhava pateticamente... O que me fez acreditar nela foi exatamente o fato de eu querer comprovar a história. (...) Um dia desses fui passar a noite no apartamento de um amigo meu que mora praticamente em frente ao cemitério e tive a brilhante ideia de averiguar o caso. Exatamente às 23:00 saímos da residência e fomos ao cemitério com alguns engradados de cerveja com o intuito de passar um tempo lá de bobeira e ver se achávamos o fantasma. Para nossa surpresa, mal havíamos chegado perto do lugar e nos deparamos com um garota sentada na guia da calçada.
Até aí nada demais além do espanto em ver uma jovem naquelas bandas tarde da noite. Ela estava abraçada aos seus joelhos; levantou a cabeça e nos pediu um cigarro. Eu cedi a vareta de câncer e o isqueiro a ela, e já tendo a certeza de que aquela historia não passava de besteira, perguntei se ela estava sozinha e se não tinha medo da lenda da menina que habitava aquelas redondezas. Ela respondeu que estava esperando o namorado e deixou a segunda pergunta no ar. Achando que ela não queria mais papo, nos despedimos e seguimos o nosso caminho. Logo depois que nos viramos, a ouvimos cantar o refrão de Pais e Filhos. Nos viramos para vê-la cantar, e aí veio o susto: a avenida estava deserta sem ninguém e nenhum carro a vista, e mesmo assim a música ecoava naquela voz lúgubre dela...


(...)
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há
(...)


5 comentários:

  1. OK,eu tentei ler isso de madrugada mas me deu um desconforto TERRÍVEL.
    Ótimo blog,continue com o bom trabalho ;)

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    1. Confesso que desde 2006, quando conheci essa historia, nunca mais ouvi essa musica sem ficar inexplicavelmente triste... Por isso depois de oito anos trago a história aqui ao BBizarro; para tentar levar minha sina de melancolia com Pais e Filhos adiante, muahaha!!
      Enfim Isabela, obrigado! Aproveitando a oportunidade para dizer que adoro te ver com tanta frequência aqui, viu? Abracços!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Talvez possa ter sido seu amigo que resolveu te trollar. Ele pode ter combinado isso com garota. Ele insistiu para vcs irem ao ponto conferir a lenda?
    He he. Falo isso + n ficaria nesse ponto entre às 23:00 e 23:30 nem ferrando.

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    1. O relato não ocorreu comigo, mas pelo o que entendi, quando o narrador ouviu a cantoria e virou a cabeça para procurar a guria (fonte da voz), não a encontrou.
      Enfim, sei de nada, mas concordo contigo! Hehehe mais por ladrão... Hoje em dia tá foda; nem fantasma dá mais para procurar 11h que provável tu ser encurralado por trombadinhas....
      Meh, abracos !

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