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11 de novembro de 2013

Postado por Monique | Marcadores: ,
Creio que a pobreza contemporânea tanto por parte da física, matemática, química, quanto (principalmente) por parte do ocultismo de deve ao fato de as pessoas terem criado uma dura barreira entre essas ciências para com o Oculto. No passado nem sempre as coisas foram assim, e nesse post selecionei cientistas antigos que tinham fama de magos, como Newton e John Dee, e alguns outros apenas inusitadamente peculiares para dar mais graça ao texto, como Heaviside e Lysenko.

Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta. (Isaac Newton)


10 - Oliver Heaviside 1850 - 1925
É conhecido como um dos fundadores da teoria moderna de circuitos elétricos e análises de vetores em eletromagnetismo. Esteve a ponto de ganhar o Nobel de Física em 1912, e o fato de não tê-lo obtido parece ter feito ascender em sua persona uma faceta um tanto bizarra... Substituiu todos móveis de sua casa por pedras de granito, passou a investir em sua obsessão em atropelar galinhas com bicicleta, documentava tudo o que comia, tomava diariamente litros e litros de leite, e algumas outra excentricidades.
O que é realmente bizarro acerca de Heaviside é a história que pouca gente sabe, de que ele mantinha sua cunhada Mary Way como espécie de prisioneira, apesar de ela ser a dona da casa onde ele passou a viver na época. Os motivos que o levaram a exercer esse tratamento são misteriosos, visando que ele era indiscutivelmente assexual.
Ele ordenava que a moça escrevesse para seus amigos e familiares insistindo que não a visitassem, e exigia que jamais saísse de casa sem sua permissão. Chegou inclusive a sumir com os sapatos dela para impedi-la de sair! Depois de sete ou oito anos dessa loucura, Mary afundou em um estado catatônico e suas sobrinhas a levaram embora da casa (apesar de ela ser sua proprietária) e cederam a valiosa propriedade ao insano Oliver, sabendo que discutir com ele seria uma disputa perdida.
Acometido de uma doença dos tempos de criança que levou a surdez total depois de sexagenário, paupérrimo e abandonado, morreu em Torquay, Devon, England.


9 - Wilhelm Reich 1897 - 1957
Psicanalista austríaco, discípulo de Sigmund Freud, criou a partir da Psicanálise uma nova abordagem terapêutica a qual, além das intervenções verbais, de fundamentação psicanalítica, também inclui intervenções corporais. Seus estudos sobre o manejo clínico da transferência e da resistência o levaram a desenvolver a Análise do Caráter, uma das mais importantes contribuições à abordagem clínica da psicanálise.
Ainda que seja o responsável por essas e mais outras teorias utilizadas ainda hoje no campo da psicologia, é recordado principalmente por criar o conceito do Orgone, uma espécie de energia vital que podia ser armazenada nuns dispositivos que Reich desenvolveu. Foi preso por ordem de estadunidense FDA, que além de o considerar mentalmente instável, ordenou queimarem todos os seus livros sobre Orgone. Fraudes são bastante comuns mundo afora, então ouso dizer que reação tão drástica dos norte-americanos chega a me fazer questionar seriamente a veracidade das afirmações de Reich...


8 - Theodore Kaczynski 1942 - xxxx
Com um QI de 170, este brilhante matemático especialista em funções geométricas formado em Harvard cresceu considerado uma criança prodígio. Aos dezesseis anos obteve licenciatura, e mais tarde ganhou PHD em Matemática pela Universidade de Michigan.
Tinha hábitos bastante peculiares, a incluir uma timidez patológica e o fato de detestar contato humano, o que possivelmente o levou a mudar-se para uma cabana isolada, sem eletricidade ou água corrente, em 1971, passando a viver como um eremita auto-suficiente. Decidiu iniciar uma campanha de bombardeio após assistir ao deserto em torno de sua casa ser destruído pela intervenção dos seres humanos e máquinas. Assim, enviou dezesseis bombas a alvos, incluindo renomados cientistas, universidades e companhias aéreas, matando três pessoas e ferindo outras vinte e três. Kaczynski enviou uma carta ao The New York Times em 24 de abril de 1995 e prometeu "desistir de terrorismo" se o Times ou o Washington Post publicassem seu manifesto.
O que me deixa com raiva no caso é que, apesar dos esforços do FBI, ele não foi preso como resultado desta investigação. Em vez disso, a mulher de seu irmão e o próprio irmão reconheceram o estilo de Kaczynski de escrever as crenças do manifesto, e o denunciaram! Assim, um grande gênio passará o resto da vida enclausurado em prisão perpétua por motivos totalmente injustos... Aliás, não é impossível não lembrar do Charles Manson olhando as fotos e o contexto?

7 - Trofim Lysenko 1898 - 1976
Erroneamente conhecido como figura russa, Lysenko (Лысенко) tem suas origens em Karlivka, Ucrânia, embora morto em Kiev, Rússia, e nunca chegou a realmente obter cidadania por lá.
Deixando de lado os fatos geográficos, a história bizarra deste homem constitui um dos capítulos mais estranhos da história recente da biologia. Lysenko era um obscuro criador de plantas que, rejeitando a genética mendeliana, propôs teses mirabolantes e totalmente infantis a respeito de colheitas e produtividade. Tais idéias eram desenvolvidas em contraposição total às conclusões dos estudos do Ocidente, de modo quase caricato, e seu modelo hoje é interpretado como o ápice da submissão da ciência aos interesses políticos.
Lysenko dirigia as ciências agrícolas na ex-União Soviética e dizia que o que o Ocidente dizia ia à contramão dos conceitos marxistas e não passava de ciência burguesa. A genética ocidental foi considerada ilegal na União Soviética e seus praticantes foram colocados à margem da lei, demitidos de seus cargos e até mesmo presos. A cartilha que valia era a de Lysenko. Por conta desta mistura inflamável entre ciência e interesses políticos a pesquisa genética soviética entrou em crise, e é por isso que Lysenko recebe tal posição em nossa lista; a ciência deve ser respeitada independente das circunstâncias, como Galileo bem mostra em sua triste história.

 6 - Paracelso 1493 - 1541
Médico, alquimista, físico, astrólogo e supostamente ocultista, Paracelso é hoje considerado por muitos como um reformador do medicamento. Ele aparece entre cientistas e reformadores como Andreas Vesalius, Nicolau Copérnico e Georgius Agricola, e, portanto, é visto como um moderno. Por outro lado, sempre possuiu uma aura de místico e até mesmo obscura reputação de mago.
Seus conhecimentos em tratamentos médicos tornaram-no famoso quando retornou à Europa após anos viajando. Seu diferencial era que ele não seguia os tratamentos convencionais para feridas, que consistiam em derramar óleo fervente sobre elas; acreditava que as mesmas se curariam sozinhas se o pus fosse evacuado e a infecção evitada.
Paracelso foi um astrólogo, assim como muitos dos físicos europeus da época. A Astrologia foi uma parte muito importante da Medicina de Paracelso, visto que em um de seus livros ele reservou várias seções para explicar o uso de talismãs astrológicos na cura de doenças, criou e produziu ele próprio talismãs para várias enfermidades, assim como um para cada signo do Zodíaco. Ele também inventou um alfabeto chamado "Alfabeto dos Reis Magos" e fazendo uso de tal, esculpiu em seus talismãs nomes angelicais.
De modo curioso, rejeitava as tradições gnósticas, mas matinha convicção em muitas das filosofias do Hermetismo, do neoplatonismo e de Pitágoras. Ironicamente Paracelso desprezava aqueles que o associassem à magia.

5 - Isaac Newton 1643 - 1727
Newton era inglês conhecido por todos nós, considerado um dos maiores cientistas da história, e não quero me redundar falando de suas descobertas e importantíssimas contribuições à ciência moderna. O que pouca gente sabe acerca do gênio, porém, era o fato dele ser ativo membro da Ordem Rosa-Cruz e ter feito trabalhos maçônicos que incluem um extenso estudo sobre a geometria do Templo de Salomão, a ponto de William Blake, ocultista e alquimista de extremo renome, tê-lo denominado “Geômetra Sagrado” em seus textos.
Newton compreendeu que, se desejava levar a Física adiante, precisaria também observar e reinventar o universo, com atenção de um místico. Deixou transparecer a sua crença em uma força imaterial presente nos corpos materiais e nas formas de energia, admitindo que matéria e luz comunicavam-se por algo desconhecido pela ciência. Em suas teorias sobre a propagação das vibrações dos corpos, chamava essa essência desconhecida pelo sugestivo nome de "espírito da matéria". Newton dedicou muitos de seus esforços aos estudos da alquimia, fato que soube-se séculos tarde, já que ela era totalmente ilegal na época. Por volta de 1693, escreveu Praxis, uma obra que sugere uma filosofia que via na natureza algo diferente do que admitiam as filosofias mecanicistas ortodoxas. Escreveu também material de extensão inimaginável que jamais será publicado.

4 - John Dee 1527 - 1608
Notório matemático, astrônomo, astrólogo, geógrafo e conselheiro particular da rainha Elizabeth I, também devotou grande parte de sua vida à alquimia, adivinhação e à filosofia hermética. Era um divulgador entusiasmado da matemática, um astrônomo respeitado e um perito em navegação, treinando muitos daqueles que conduziriam as viagens exploratórias da Inglaterra. Ao mesmo tempo, estava profundamente imerso na filosofia hermética e na chamada magia angélica e devotou a última terça parte de sua vida quase que exclusivamente a este tipo de estudo.
Ele acreditava que o número era a base de todas as coisas e a chave para o conhecimento e que a Criação foi um ato de "numeração" de Deus. Do hermetismo, extraiu a opinião de que o homem tem o potencial para o poder divino, e acreditava que este poder divino poderia ser exercido através da matemática.
Sua mágica angélico-cabalística (que era pesadamente numerológica) e seu trabalho na matemática prática (navegação, por exemplo) eram para ele simplesmente os fins mundanos do mesmo espectro. Seu objetivo final era ajudar a levar adiante uma religião unificada mundial com a recuperação da ruptura das igrejas católica e protestantes e recapturar a teologia pura dos antigos.
Dee perscrutou os mundos da ciência e da magia em semelhante intensidade, e para ele e muitos de seus contemporâneos essas atividades não eram contraditórias, mas aspectos de uma visão consistente do mundo. Concordo plenamente com tal mentalidade, e creio convictamente que um dos maiores erros da humanidade foi criar essa distinção bruta entre ciência e ocultismo.

3 - Johann Konrad Dippel 1673 - 1734
Dippel tornou-se popular devido ao fato de ter produzido uma das primeiras tinturas sintéticas da história. Alquimista, teólogo e inventor, trabalhou no Castelo Frankestein, próximo a Darmstadt, Alemanha, especulando-se inclusive ser ele fonte de inspiração do doutor fictício criado por Mary Shelley.
Como muitos, Dippel buscava a fórmula da pedra filosofal e uma maneira de atingir a vida eterna, o que por si só pode soar bizarrice, mas na realidade era muito comum entre os cientistas do século XVII, e não é o motivo que me levou a colocá-lo na lista, e sim o fato dele ter se matado com uma de suas próprias poções ao ingeri-la, ironicamente sendo a própria vítima de sua "poção de imortalidade" fatal!
Além da própria imprudência que o levou a um trágico fim, Dippel também era conhecido por suas outras excentricidades, como por exemplo, ser o autor da explosão de uma das torres de Frankenstein devido ao manuseio exasperado de nitroglicerina. Há quem diga que ele trabalhava com cadáveres em tentativas de trazê-los de volta à vida, e assinava seu nome nos cadáveres como "von Frankenstein", mesmo não tendo descendência da mesma.
Assim como Paracelso, Dippel foi outro alquimista que tentou criar um homunculus. Ele fecundava ovos de galinha com sêmen humano e tapava o orifício com sangue de menstruação

2 - Nicolas Flamel 1330 - 1418
Flamel foi um escrivão, copista e vendedor de sucesso francês que ganhou fama de alquimista após seus supostos trabalhos de criação da pedra filosofal. Segundo dizem, em torno de 1370, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos, aparentando hieróglifos. Mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiu entender do que se tratava, mas em meio a uma caminha em terras espanholas, ele se deparou com um sábio judeu que facilmente o traduziu. Tal livro que se tratava de uma mescla de cabala e alquimia, possuindo a fórmula para a pedra filosofal.
Flamel, a partir de 1380, começou a se dedicar à alquimia prática. Segundo conta-se, conseguiu produzir ouro e finalmente a transmutação em ouro. Cerca de dez anos mais tarde do início de seus experimentos, começou a realizar um grande número de obras de caridade como a construção de hospitais, igrejas, abrigos e cemitérios e os decorar com pinturas e esculturas contendo símbolos alquímicos e muito ouro. A lenda conta que, na realidade, Flamel e sua esposa não morreram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas em lugar de seus corpos. Eles teriam vivido graças ao elixir da longa vida, ao qual Flamel também teria fabricado.

1 - Conde de St. Germain 1696 - 1784
Uriundo da Transilvânia, Germain foi uma das figuras mais misteriosas do século XVIII. Tido como místico, alquimista, ourives, lapidador de diamantes, cortesão, aventureiro, cientista, músico e compositor. Após a data de sua morte (de precisão incerta), várias organizações místicas o adotaram como figura modelo, e há quem diga que ele era imortal e possuía o elixir da juventude e a pedra filosofal, deixando aos ares a dúvida quanto ao fato dele estar morto! Vários relatos afirmam ter o Conde uma imagem imutável, pois sempre aparentava ter por volta de 45 anos.
O fato de nunca ter revelado sua verdadeira identidade levou a muitas especulações a respeito de sua origem. As primeiras aparições registradas do Conde deram-se em 1743, em Londres, e em 1745, em Edimburgo, onde foi preso acusado de espionagem. Tinha hábitos ascéticos e celibatários. Reapareceu em Versalhes, no ano de 1758. Dizia-se ourives e lapidador, bem como trabalhava com tingimentos de tecidos que nunca desbotavam, por terem uma fórmula secreta.
Dizem que Conde assombrou a corte do rei Luís XV, quando o rei reclamou para si possuir um diamante de tamanho médio que, por ter um pequeno defeito, valia apenas seis mil libras e que, se tal falha não existisse, valeria pelo menos o dobro. St. Germain solicitou a pedra e, após um mês, devolveu-a ao joalheiro real, com o mesmo peso, sem que apresentasse a mínima anomalia.

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