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24 de maio de 2013

Postado por Monique | Marcadores: , ,
É de prado atribuir ao alho a característica de repudiar vampiros, e ainda existe uma extensa gama de pessoas que mantém o hábito de manter um dente de alho em sua posse com o intuito de repelir possíveis vampiros e outros entes sobrenaturais para longe de si.


O alho foi introduzido na cultura atual através do grande romance Drácula, de Bram Stoker, e assim ele tornou-se popular no desenvolvimento do vampiro contemporâneo. Alho foi o primeiro tratamento que Abraham Van Helsing administrou na enfermidade do vampirismo que se apossava de Lucy Westenra; o doutor tinha uma caixa com flores de alho da Holanda que lhe foram enviadas, e Lucy as usou para decorar seu quarto. Van Helsing posteriormente as pendurou em volta do pescoço da moça, dizendo que havia muita virtude nas pequenas flores. O alho funcionou até que a mãe de Lucy, alheia à finalidade do objeto, retirou-o da filha.


Acreditava-se que o alho era essencial para aniquilar os vampiros; após cravar uma estaca em seu peito e cortar-lhe a cabeça, enfiava-se um punhado das flores na boca escancarada do morto. Tal método de extermínio era eficiente apenas para com criaturas criadas recentemente, visando que os mais antigos, como Drácula, se desintegravam em poeira assim que a estaca tocava-lhe as vestes.


Stoker teve a ideia do alho se baseando no livro The Land Beyond the Forest, de Emily Gerard, onde ficara claro que os romenos o usavam como ferramenta em casos persistentes de vampirismo.
Em tempos primordias, tal planta era usada como medicamento, tendo reputação de agente restaurados, com poderes mágicos capazes de proteger contra a Peste e inúmeros males sobrenaturais. Na Eslávia do sul, era conhecido como capaz de deter forças demoníacas, bruxas e feiticeiras. Nesses mesmos países e também na Romênia, os vampiros logo foram integrados às forças combatidas pela planta, e usavam-no tanto para aniquilar, quanto também para identificar as criaturas da noite, pois estas recusavam-se a consumir a iguaria em meio a banquetes e cerimônias.


Há quem negue a eficácia de tais métodos, como Anne Rice, autora das Crônicas Vampirescas, ou os criadores de The Lost Boys. Mas ainda hoje o alho perdura culturalmente empregado na história como repelente vampírico, e mesmo que vampiros como Lestat zombem de tal credo, essa é uma velha crença difícil de ser expurgada.

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