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18 de dezembro de 2012

Postado por Monique | Marcadores: ,
A película mostra o rumo que uma situação casual, de desconhecidos presos num mesmo lugar, pode tomar proporções assustadoras quando é anunciado que há um assassino entre eles, e ainda que há uma presença sobrenatural manipulando os acontecimentos. Temos muitos mistérios sem solução, jogos psicológicos, e claro, um final decepcionante. Não, não estou falando de Lost. Estou falando de Demônio, a nova curta de Shyamalan, o indiano que produziu O sexto sentido e Corpo fechado.
Numa época em que tantos filmes de terror vêm sendo lançados no cinema brasileiro, eu não poderia deixar passar em branco a oportunidade de escrever uma crítica sobre algum deles. Primeiramente cogitei a possibilidade de falar sobre Atividade Paranormal 2, mas não posso, porque dormi durante todo o filme. Ainda pretendo falar sobre ele, mas depois que eu baixá-lo, certo. Quanto ao Jogos Mortais – O final, não tenho nem o que falar essa porcaria, todos os cinéfilos que se prezem já sabem que suas continuações são deploráveis.
Procurei por Demônio e me interessei pela proposta: desconhecidos trancados num elevador; ambiente claustrofóbico e perturbador que leva muitos ao desespero. Imaginei que se tratava de um bom terror psicológico, mas não passa de mais um filme idiota. M. Night Shyamalan definitivamente perdeu a graça, e não sei porque esse cara ainda tenta.
Essa joça apela incessantemente para o sobrenatural (já sabemos que há diabo envolvido, pô!), repete mais do que devia sobre o demônio e narra uma história entediante sobre ele; não bastasse o cartaz com a cruz invertida, que eu procurei gentilmente relevar no momento em que escolhi assistir isso. Feita toda essa propaganda do diabo e tal, ainda aparece um detetive (perdão, não lembro seu nome; personagens fracos não são gravados) desmentindo tudo, fazendo o típico papel do cético bruto e idiota, afinal todos na sala sabiam que as explicações eram sobrenaturais.
Há um supersticioso que claro, é latino, e ele ainda faz questão de falar que não existe sorte ou azar, e que tudo é influenciado pelo sobrenatural. A conclusão logo é que deus e o demo mandam em nós, enxotando sem piedade a fantástica teoria física das probabilidades e o princípio da incerteza.

O claustrofóbico elevador, o único ponto no filme que poderia ter sido positivo, que foi justamente o que me cativou a assistí-lo, não conseguiu cumprir o que prometeu. Acredite ou não, pela primeira vez numa história em que se passa num ambiente como esse, o elevador não dá agonia nenhuma.
Não que o elenco seja de todo ruim, mas nenhum ator conseguiu viver o personagem de forma adequada. Pudera, acho que nem Bela Lugosi teria feita uma interpretação decente em meio a esse lixo. Os personagens não são nem um pouco carismáticos, e sim, um pé no saco. Como o filme todo é previsível, não é spoiler falar que tem gente que morre aí, e não vemos a hora dessa gente chata partir.
Bem, não é novidade que eu e outros ateus, céticos e principalmente quem preza o principio da incerteza de Heisenberg na sala já estávamos quase no ápice da raiva, pois foram desferidos insultos indiretos a nós. Mas acima de qualquer questão pessoal, o filme é entediente, chato e a única coisa que perturba é esperar o fim chegar.

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