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9 de fevereiro de 2015

Postado por Unknown | Marcadores: , , ,
Quero iniciar o post dizendo que aquelas prisões fofas que você viu no cinema são uma gracinha perto da coisa real - torturas físicas e psicológicas, condições desumanas e situações brutais são comuns nesses lugares que são conhecidos por serem verdadeiros infernos na terra.
Embora o sistema judiciário do Brasil seja um lixo a coisa não é nem um pouco branda quando raramente , rs há o encarceramento do réu. Pretendo fazer em breve um post (cujo link futuramente se encontrará neste post) falando como funciona o negócio aqui, mas enquanto isso, fiquem com as prisões que levam o troféu mundial de desumanidade:

10 - Alcatraz, California, Estados Unidos


Logo no primeiro item da lista temos uma prisão situada nos EUA, o que mostro com um sorriso estampado na face para os acéfalos que acham que este é o país mais fofinho do mundo! Conhecida como "A Rocha" ou "Ilha do Diabo" esse é considerada uma prisão do inferno, foi construída em 1920 e foi projetada de tal forma que a fuga era praticamente impossível. Os prisioneiros perdiam totalmente o contato com o mundo exterior, e eram submetidos a torturas aplicadas por guardas abusivos e arrogantes. Os prisioneiros eram proibidos de conversar uns com os outros e demonstrar emoções também.

9 - Gitarama Presídio Central, Ruanda


Descrita como o inferno na terra, todos os presos foram condenados a comer, dormir e viver na podridão. A cela guardava quatro homens por metro quadrado. Projetada para abrigar 400 pessoas a prisão chegou a receber 7 mil prisioneiros em meados da década de 1990. Em meio ao desespero, os presos ficam amontoados em todos os tipos de condições meteorológicas, muitos deles sofreram gangrena devido a esse fato. Alguns casos mostram que alguns presos comiam a carne um do outro por puro desespero.

 8 - Prisão Diyarbakir, Turquia


Essa é a instituição penal mais sádica e proibida do mundo, considerada a prisão com o maior número de violações dos direitos humanos. Conhecida por inúmeros casos de tortura física e mental, também ganhou notoriedade por suas condições inabitáveis, abuso sexual de presos. Para escapar das situações, os presos tentaram greves de forme, suicídios e até mesmo o incêndio com todos eles dentro.

7-  Prisão ADX Florence, Colorado, Estados Unidos


Esta prisão de segurança máxima foi construída em resposta aos atentados cometidos contra os guardas e funcionários de outras prisões nos Estados Unidos. Lá os presos são isolados e não podem ir a qualquer lugar que estejam outros detentos. Os presos sofrem tortura psicológica, o que leva alguns a cometerem suicídio.

6 - El Rodeo, Guatire, Venezuela


Durante a presidência de Hugo Chávez, os índices de criminalidade subiram assustadoramente e as prisões venezuelanas ficaram superlotadas, com cerca de 50 mil presos, sendo que dois terços dos detentos ainda aguardavam sentença. Em 12 de junho de 2011 houve uma rebelião quando gangues rivais entraram em conflito, foi um banho de sangue que duro por um mês inteiro.

5 - La Sabaneta, Venezuela


Em um dos estabelecimentos penais mais brutais da América do Sul, a violência é uma ocorrência diária. Além de estar à mercê de doenças, alimentação e cuidados insuficientes, pouca ou nenhuma assistência médica e funcionários mal pagos, os presos também foram deixados à sua própria sorte e com eles armas para matar uns aos outros.

4 - Prisão Bang Kwang, Tailândia


Nessa prisão os detentos ficam acorrentados e muitos ficam loucos, devido ao estresse, em seu primeiro mês de detenção. A prisão mais violenta de toda a Tailândia abriga muitos prisioneiros estrangeiros, sendo que vários deles no corredor da morte. A prisão é conhecida por ser superlotada, poucos funcionários e condições de vida deploráveis.
3 - Prisão Militar Tadmor, Síria


Apelidado pela Anistia Internacional como a prisão mais opressiva do mundo, com todos os seus aspectos projetado para desumanizar sua população, tornou-se mais famoso em junho de 1980, quando o Presidente Hafez al-Assad ordenou as mortes de todos os prisioneiros como retaliação à tentativa de assassinato em sua vida pela Irmandade Muçulmana. O massacre de limpeza que durou duas semanas matou cerca de 800 a 2.400 detentos.

 2 - Carandiru, Brasil


Fico feliz de poder lembrar aos brasileiros que o Brasil consegue se exibir no topo de ao menos um ranking mundial: o da desgraça, claro. Carandiru foi palco de uma das maiores rebeliões da história, o que resultou a execução em massa de 1.300 prisioneiros. A prisão foi fechada em 2002, devido as campanhas da Amnistia Internacional em meio a relatos de graves violações de direitos humanos que o governo brasileiro não pode responder.

1 - Campo 22, Coreia do Norte


Essa prisão está na ativa desde 1965 e ganhou atenção internacional em 2012 depois que um de seus guardas desertou para a China. Um grande complexo que mantém 50 mil presos, a família dos presos também era presa, até a terceira geração, para que as "raízes" fossem completamente apagadas. Além disso os presos sofriam tortura extrema e experimentações humanas, onde se tornavam ratos de laboratório para armas biológicas, como vírus, teste de bombas e outras brutalidades.

18 de junho de 2014

Postado por Unknown | Marcadores: , , , , ,
Em uma sexta-feira, 1º de fevereiro de 1974, um incêndio parou a cidade de São Paulo.
Aproximadamente 756 pessoas distribuíam-se pelos 25 andares do Edifício Joelma (hoje nomeado Edifício Praça da Bandeira), localizado no nº 225 da Avenida Nove de Julho, Praça da Bandeira, região Central de São Paulo - Brasil.
Por volta das 8:50 am um funcionário ouviu um ruído de vidros sendo quebrados, proveniente de um dos escritórios do 12º andar.
Foi até lá para verificar e constatou que um aparelho de ar condicionado estava queimando.
Em seguida foi correndo até o quadro de luz daquele piso para desligar a energia, mas ao voltar encontrou fogo seguindo pela fiação exposta ao longo da parede.
As cortinas se incendiaram rapidamente e o incêndio começou a se propagar pelas placas inflamáveis do forro.
O funcionário correu para apanhar o extintor portátil, mas ao chegar não conseguiu mais adentrar à sala, devido à intensa fumaça.
Então ele subiu as escadas até o 13º andar, alertou os ocupantes e ao tentar voltar ao 12º pavimento, encontrou densa fumaça e muito calor.
A partir daí o incêndio, sem controle algum, tomou todo o prédio.


Foram feitas várias viagens com os elevadores enquanto o oxigênio permitiu, salvando dessa forma muitas pessoas.
No final, uma ascensorista, na tentativa de salvar mais vidas, prosseguiu, mas como a fumaça havia piorado, ficou sem oxigênio e acabou falecendo no 20º andar.
Passados muitos anos da tragédia, o antigo Edifício Joelma foi reformado, sendo batizado com o nome de Edifício Praça a Bandeira, disponibilizando para aluguel várias salas para escritórios e empresas. No entanto pessoas que frequentam o local relatam fatos estranhos e sombrios no interior do edifício.
Segundo perícias, a causa do incêndio foi um curto-circuito em um equipamento de ar-condicionado em um dos andares, provocando um super aquecimento na fiação elétrica, gerando o primeiro foco de fogo, o qual se espalhou por todo o edifício.
O saldo da tragédia foi de 191 mortos e mais de 300 feridos.


As treze almas
Uma das tragédias desse incêndio que mais impressionou, foi o fato de que treze pessoas tentaram escapar por um elevador, não conseguindo, e morrendo carbonizadas em seu interior, sendo que devido ao estado dos cadáveres, os corpos não foram identificados, pois naquela época ainda não existia a análise de DNA, sendo então enterrados lado a lado no Cemitério São Pedro, localizado na Av. Francisco Falconi, 837, Vila Alpina em São Paulo.
Os corpos deram origem ao mistério das Treze Almas, e a elas são atribuídos milagres, ficando conhecidas como as 13 Almas não identificadas.
As sepulturas atraem centenas de curiosos, principalmente às segundas-feiras, dia das almas.
Ao lado das sepulturas, foi construída a "Capela das Treze Almas", onde diariamente muitos visitantes fazem suas preces agradecendo à Deus pelas graças alcançadas e também fazendo seus pedidos.


O local ficou conhecido algum tempo depois do sepultamento das 13 vítimas não identificadas do Joelma, quando pessoas ouviram gemidos e choros misteriosos.
Assustados, procuraram verificar de onde vinha aquilo, sendo que descobriram que os gemidos e choros saiam das sepulturas das 13 vítimas.
Então sabendo como morreram (queimados), foi derramada água sobre as sepulturas, sendo que em seguida os gemidos e choros cessaram.
Sabendo do ocorrido, pessoas começaram à fazer orações para as 13 almas, pedindo graças diversas.
Muitas dizem que foram atendidas, e como agradecimento colocam faixas e "placas" com mensagens de gratidão no local.
Quem visita os túmulos das "Treze Almas" no Cemitério São Pedro, sempre pode verificar a existência de um copo com água sobre cada sepultura, isso com o objetivo de tranquilizar as almas dessas vítimas do incêndio do Edifício Joelma, as quais morreram carbonizadas em um imenso calor.


Alguns relatos sobrenaturais

O Caso do Escritório de Advocacia
"Em um escritório da advocacia alugado pouco tempo após a re-inauguração, uma assistente ficou até mais tarde para organizar os documentos deixados no final do expediente.
Como já era tarde da noite, e devido a existência de muitas salas ainda vazias e sem utilização, o prédio mantinha um silêncio sombrio e assustador.
Isso em conjunto com as lembranças do incêndio que ocorreu no passado, produzia um ambiente ainda mais assustador.
Em certo momento a assistente ouviu um barulho na ante-sala do escritório, como se a porta tivesse sido aberta.
Quando ela foi olhar, a porta estava fechada, como havia estado antes.
Então ela imaginou que fosse uma outra porta em outra sala do mesmo andar que havia gerado aquele ruído.
Instantes depois ela ouviu o barulho novamente, e quando se voltou, viu um vulto de uma mulher passando pela ante-sala.
Ela se assustou chegando a dar uma grito.
Foi observar novamente e não havia ninguém no local, apenas ela. Rapidametne ela pegou suas coisas, e saiu do escritório.
Quando foi trancar a porta, novamente ela viu o vulto de uma mulher no fundo do corredor, desaparecendo em seguida.
A assistente rapidamente deixou o edifício e tempos depois se demitiu, pois havia a necessidade de ficar em alguns dias até mais tarde e ela não concordou com a solicitação, temendo ver aquele vulto novamente ou algo ainda pior ".


O Caso do Motorista de Entregas
"Havia chegado com minha perua Kombi no sub-solo do "Edifício Praça da Bandeira", para entrega de algumas encomendas, isso aproximamente às 20:00' horas.
Estacionei como de costume, sendo que meu ajudante retirou as encomendas da perua para entregá-las no local solicitado.
Permaneci então ali dentro da perua sozinho, aguardando o retorno do ajudante para irmos embora.
Algum tempo depois, como que por espanto, vi surgir no fundo do estacionamento uma mulher vestida toda de branco, sendo que ela veio se deslocando em direção à minha perua.
Nesse momento notei que ela não estava caminhando, e sim flutuando a alguns centímetros do chão, indo em direção à outra parede do estacionamento, desaparecendo em seguida.
Saí então da perua e subi até o andar onde estava meu ajudante, e contei para ele o acontecido, saindo em seguida rapidamente do edifício.
Hoje evito de todas as maneiras fazer entregas à noite naquele local".


Poderia o passado ter prejudicado o local?

Escravidão
Sabe-se que na época da escravidão (séculos XVIII E XIX), o local de construção do Edifício Joelma foi onde os escravos considerados indisciplinados ou que não realizavam seus trabalhos conforme mandado, eram torturados até a morte, marcando o local com dor raiva, tristeza e sofrimento.
Devido ao extremo sofrimento acontecido no local, marcado por diversas mortes, poderia este local já estar marcado para o acontecimento de tragédias futuras?


O crime do poço
Dia 23 de novembro de 1948, depois de várias denuncias do estranho desaparecimento das mulheres em uma casa da Rua Santo Antonio, nº 104, região central de São Paulo, o químico e professor Paulo Ferreira de Camargo, com 25 anos de idade, suicida-se no exato momento em que a policia retirava do poço do seu quintal os corpos de sua mãe, Benedita de Camargo, com 56 anos de idade, e de suas duas irmãs, Maria Ferreira de Camargo, 23 anos e de Cordélia Ferreira de Camargo, 19 anos, pessoas que ele havia matado há 19 dias.
“O Crime do Poço” como ficou conhecido, foi uma vingança de Paulo contra sua família que não aceitava seu romance com uma enfermeira, a qual não era mais virgem, indo totalmente contra os padrões da época, sendo um completo escândalo para a sociedade da década de 1940.
Paulo Ferreira enfrentava constantes brigas com sua mãe e irmãs, as quais eram totalmente contra seu namoro com a enfermeira.
Irritado ao extremo, arquitetou o modo como resolveria aquilo.
Mandou então que fosse construído um poço nos fundos da casa, já como parte do seu plano.
No dia 23 de novembro de 1948, Paulo se reunião com sua família para lancharem, como normalmente faziam.
De modo furtivo, Paulo colocou sonorífero no alimento de sua mãe e irmãs.
Drogadas, elas dormiram rapidamente. Em seguida Paulo peqa um revólver e efetua vários disparos contra todas elas, as quais morrem na hora.
Após o assassinato, Paulo coloca capuzes nas cabeças da vítimas, arrasta os corpos para os fundos da casa, e os joga no poço recém construído. Nos dias que se seguem, Paulo leva uma vida normal.
Passados alguns dias, as pessoas estranham o desaparecimento das três mulheres.
A polícia então visita a casa de Paulo, o qual entra em contradição, dizendo ora que sua mãe e irmãs viajaram, ora que sofreram um acidente.
Vizinhos então contam à polícia que alguns dias antes ouviram barulho de tiros e uma estranha movimentação nos fundos da casa, próximo ao novo poço.
Quando a polícia vai verificar o local, acaba encontrado a horrivel cena do crime, com os corpos dentro do poço.
Vendo que não havia mais saída, Paulo Ferreira pede para ir ao banheiro. Chegando lá, pega o revólver que havia escondido nesse local, e comete suicídio com um tiro no peito, deixando para sempre dúvidas e suposições das mais absurdas.
Paulo Ferreira de Camargo era Professor do Departamento de Química da Universidade de são Paulo, a qual se localizava naquela época na alameda Glette. Uma carreira brilhante, interrompida estupidamente.
Descobriu-se posteriormente que o Professor Paulo Ferreira fazia uso de drogas, isso talvez devido ao fácil acesso aos produtos químicos em sua profissão.
Também foi revelado por companheiros de onde lecionava, que o Professor Paulo Ferreira já apresentava à algum tempo um comportamento desiquilibrado, pois andava armado, e segundo constatado, havia efetuado disparos com seu revolver no interior do laboratório de química da faculdade.


A casa onde ocorreu o crime ficou fechada por muitos anos.
Mais tarde foi demolida e no seu terreno foi construído o Edifício Joelma, objeto de tão triste memória.



17 de junho de 2014

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Conta-se que há mais ou menos uns quinze anos atrás houve um show da banda Legião Urbana aqui em São Paulo. Tinha aquela garota, moradora do bairro da Penha, que era muito fã da banda, e pela primeira vez iria num show deles.
No dia esperado ela combinou com seu namorado e com alguns amigos de se encontrarem em frente ao cemitério do bairro, como faziam sempre que saíam em grupo. Tudo parecia estar dando certo; o bando se encontrou lá e rumaram ao evento. No meio do show a garota se sentiu mal e precisou ir ao banheiro, e quando voltou encontrou seu namorado aos beijos com a melhor amiga dela.
Abalada com o fato ela saiu no meio do show e bem em frente ao cemitério do bairro onde costumavam se encontrar, ela resolve parar e tomar uma atitude pouco inteligente; se atirou contra um ônibus que vinha em alta velocidade, e assim morreu brutalmente esmagada pelas as rodas do veículo.
Pelo fato dela ter cometido suicídio, dizem que seu espírito vaga até hoje em frente ao cemitério toda sexta feira entre 23:00 e 23:30, que foi a hora em que ela se matou.
Essa é uma lenda fraquinha e clichê, e confesso que a desdenhava pateticamente... O que me fez acreditar nela foi exatamente o fato de eu querer comprovar a história. (...) Um dia desses fui passar a noite no apartamento de um amigo meu que mora praticamente em frente ao cemitério e tive a brilhante ideia de averiguar o caso. Exatamente às 23:00 saímos da residência e fomos ao cemitério com alguns engradados de cerveja com o intuito de passar um tempo lá de bobeira e ver se achávamos o fantasma. Para nossa surpresa, mal havíamos chegado perto do lugar e nos deparamos com um garota sentada na guia da calçada.
Até aí nada demais além do espanto em ver uma jovem naquelas bandas tarde da noite. Ela estava abraçada aos seus joelhos; levantou a cabeça e nos pediu um cigarro. Eu cedi a vareta de câncer e o isqueiro a ela, e já tendo a certeza de que aquela historia não passava de besteira, perguntei se ela estava sozinha e se não tinha medo da lenda da menina que habitava aquelas redondezas. Ela respondeu que estava esperando o namorado e deixou a segunda pergunta no ar. Achando que ela não queria mais papo, nos despedimos e seguimos o nosso caminho. Logo depois que nos viramos, a ouvimos cantar o refrão de Pais e Filhos. Nos viramos para vê-la cantar, e aí veio o susto: a avenida estava deserta sem ninguém e nenhum carro a vista, e mesmo assim a música ecoava naquela voz lúgubre dela...


(...)
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há
(...)


25 de maio de 2014

Postado por Unknown | Marcadores: , ,
Sou uma pessoa que odeia seriados, ainda mais os compridos. Assisti no máximo a super popular série britânica Sherlock sob o pretexto de haver apenas nove episódios dela atualmente, mas não escondo minha paixão pela série americana Columbo (1968) com suas dez temporadas e 69 longos episódios - prato cheio para os fãs de detetives, mas fica para outro post. Recentemente me encontro em amor com Tales from the Crypt, talvez pela nostalgia que me traz de uma infância regada pelas ácidas palavras do Cryptkeeper (Guardião da Cripta), e seus 93 episódios me parecem muito pouco. Tenho um ritual de despertar que envolve assistir a um ou dois episódios no celular antes de levantar da cama, e mais alguns ao longo do dia. Acho incrível como os trinta minutos de cada um parece pouquíssima tempo, e como me leva um sorriso ao rosto a fantástica introdução, além do arrepio que percorre a espinha a risada do Cryptkeeper.


No meu blog antigo cheguei a fazer dois posts sobre Tales from the Crypt (aqui e aqui), mas convenhamos que ouvir a umas musiquinhas e assistir aos filmes natalinos em 2011 não reacendeu a chama que me fascina em Tales como o acaso fez nesta semana em meados de 2014.
É realmente um negócio bom! Não vou dizer que causa medo, mas há episódios com algumas sacadas realmente geniais que definitivamente te deixarão empolgado, tal como eu fiquei. Raramente posto no Brasil Bizarro coisas das quais não gosto ou tenho pouco conhecimento ou afinidade para com, e se estou indicando essa fabulosa série, acredite que o faço com o âmago.
Outro ponto interessante a ressaltar é o dom da série de nos fazer gostar de praticamente todos os personagens, por mais odiáveis que eles sejam. Até agora só não fui com a cara do 


Um breve resumo

Quando a Entertainment Comics lançou os quadrinhos de terror Contos da Cripta, nos anos de 1950, provavelmente não imaginava o sucesso que a história faria. Depois da aclamada revistinha, os contos ganharam uma versão para a TV, e com 93 episódios, a série durou 7 anos, indo ao ar de 1989 à 1996.

Por ter sido exibida na tv a cabo americana, a série ousou no humor negro e não deixou de fora referências sexuais, nudez e muita violência. Os episódios eram contados pelo Guardião da Cripta, uma caveirinha que guardava uma cripta sob uma mansão assombrada em um cemitério. Cabia a ele, o Cryptkeeper (ou simplesmente Keeper), introduzir o episódio que se veria à seguir a partir de alguma situação em que ele estivesse. As histórias não tinham ligação e apresentavam personagens aleatórios, o que facilita muito pessoas descompromissadas (como eu) acompanharem-nas. 


Assista online

Graças aos seus um usuário bondoso do Youtube disponibilizou todos os episódios em seu canal, legendados. Clique aqui para acessar o canal. Abaixo, três episódios para te servir como introdução à fétida cripta de perturbações, AHA-hahaha-hahaha...! (Considere isso a risada do Cryptkeeper)




23 de maio de 2014

Postado por Unknown | Marcadores: , , , ,
Hoje inauguramos uma nova série de posts quinzenais que abordará algumas personalidades do mundo sombrio. A primeira pessoa que trataremos será o celebre Edgar Allan Poe, autor cujo qual todo mundo já ouviu falar, mas acho incrivelmente bizarro o número de pessoas que o têm na lista de "livros a ler" e nada sabem do homem, sequer leram uma obra dele. Ele escrevia poemas e contos e cá entre nós, consegue pensar em algo mais curto e prático de ler do que isso (além de haikais¹)? Pois eis o motivo de eu sugerir que ignore a ordem de vossa lista de "livros a ler" e deguste de pelo menos um maldito conto do Poe agora mesmo, se de fato ele te interessa, pois em curtíssimas obras esse mestre expressa o horror em belas e reflexivas linhas de puro deleite. Não gosta de ler no computador? Pois está lendo agora, meu post, e os contos de Poe não são muito maiores que este post.


Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe (Boston, EUA, 19/01/1809 - Baltimore, 7/10/1849) foi um autor, editor e crítico literário bastante exigente, e o primeiro escritor americano conhecido a tentar se sustentar exclusivamente através da escrita, resultando em uma vida e carreira financeiramente difícil.
Segundo filho de David Poe e Elizabeth Arnold, ambos atores, Edgar Poe ficou órfão ainda criança e foi adotado por um casal rico de Richmond, Virgínia, Jonh Allan e Frances Kelling Allan. Isso lhe permitiu ter uma educação de qualidade, bem como fazer uma longa viagem pela Inglaterra, Escócia e Irlanda com os pais adotivos. Regressou aos Estados Unidos em 1822 e continuou seus estudos sob a orientação dos melhores professores da época. Dois anos depois, entrou para a Universidade de Charlotesville, distinguindo-se tanto pela inteligência quanto pelo temperamento inquieto, que posteriormente o levou a ser expulso da escola.
A seguir houve um período ainda pouco esclarecido na vida de Poe, no qual se registram viagens fora dos Estados Unidos.
Retornou a seu país em 1829 e manifestou desejo de seguir a carreira militar. Foi admitido na célebre Academia de West Point, mas acabou expulso poucos meses depois por indisciplina.
Com a morte da mãe adotiva, John Allan voltou a casar-se, com uma mulher muito jovem que lhe deu dois filhos. Isso impediu que Poe se tornasse herdeiro da fortuna paterna e ele se afastou da casa do pai adotivo, deixando Richmond. Após um período de relativa dificuldade, conheceu uma certa prosperidade ao vencer simultaneamente os concursos de conto e poesia promovidos pela revista Southern Literary Messager. O fundador da publicação, Thomas White, convidou-o a dirigir a revista que rapidamente se impôs ao público. Durante dois anos, Poe esteve a frente do periódico, onde pôde exibir seu talento que se manifestava num estilo novo, no conto e na poesia, bem como pelos artigos de crítica literária que revelavam seu rigor e sensibilidade estética.


Escritor bem-sucedido, Poe casou-se com Virginia Clemm. Entretanto, ao fim de dois anos, White cortou relações com o escritor, que já desenvolvera a doença do alcoolismo. Poe passou a produzir como "free-lancer", em grande quantidade, mas sem ganhar o suficiente para manter uma vida digna e saudável, o que o levou a afundar-se ainda mais na bebida.
A morte de sua mulher por conta da tuberculose agravou o problema. O escritor passou a beber cada vez mais e já sofria os primeiros ataques de delirium tremens (os sintomas incluem tremores, insônia, ansiedade e outros problemas físicos e mentais). Numa viagem a Nova York, para tratar de negócios, parou em Baltimore e hospedou-se numa taberna onde se distraiu durante horas bebendo. Era a noite de 6 de outubro de 1849. O escritor morreu na madrugada do dia 7, aos 40 anos.


Morte misteriosa

Cercada de mistério, sua causa ainda é muito discutida. Quatro dias antes de falecer, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore em um estado delirante. Não existem provas fiáveis sobre seu paradeiro até que, uma semana depois, em 3 de outubro, foi encontrado delirando nas ruas de Baltimore, em frente à Ryan's Tavern. Um impressor chamado Joseph W. Walker enviou uma carta para o Dr. Joseph E. Snodgrass, conhecido de Poe, pedindo ajuda:
Estimado senhor - Há um cavalheiro, muito mal vestido, no 4º distrito de Ryan, que se chama Edgar A. Poe e que aparenta estar muito angustiado e ele que ele é conhecido seu, e eu lhe asseguro, ele está necessitando de assistência imediata. Apressadamente, Jos. W. Walker2

Depois de ler a carta, Snodgrass se apressou em se dirigir à taverna, cruzando a cidade sob uma chuva torrencial. Posteriormente ele declarou que Poe se encontrava "em um estado de intoxicação bestial". Em sua declaração, Snodgrass descreveu o estado de Poe como "repulsivo", relatando que tinha seu cabelo despenteado, gasto, sua cara sem lavar e olhos "vazios e opacos". Sua roupa consistia em uma camisa suja sem terno e sapatos não lustrados, estava gasta, e não eram do seu tamanho. Snodgrass decidiu levá-lo ao hospital da Universidade Washington, onde foi atendido e tratado pelo médico de plantão, o Dr. John Joseph Moran. Moran dá uma descrição detalhada sobre a aparência de Poe naquele dia, que concorda com a dada por Snodgrass: "uma velha e manchada jaqueta, calças em um estado similar, um par de sapatos gastos com as solas gastas, e um velho chapéu de palha". Poe nunca esteve suficientemente coerente para explicar como chegara a se encontrar em situação tão desesperada, e se crê que as roupas que vestia não eram suas, especialmente porque ele não estava acostumado a usar vestimentas gastas.
Ao escritor foram negadas visitas e ele foi confinado em uma habitação similar a uma prisão, com janelas com barras em uma seção do edifício reservada para alcoólatras. Diz-se que, na sua agonia, Poe chamou repetidas vezes um tal "Reynolds" na noite antes de sua morte, mas ninguém foi capaz de identificar a pessoa à qual ele se referia.
As teorias sobre as causas da morte do escritor incluem suicídio, assassinato, cólera, raiva, sífilis e ter sido capturado por agentes eleitorais que o teriam forçado a beber para fazê-lo votar e abandonaram-no, já em estado de embriaguez, à sua sorte.
Suas últimas palavras foram: “Está tudo acabado”.


Funeral e enterro

Poe foi enterrado originalmente, sem lápide alguma, nas proximidades da parte de trás da igreja, perto de seu avô. Neilson Poe, primo de Edgar, havia comprado uma lápide de mármore italiano, mas ela foi destruída antes que chegasse à tumba quando um trem descarrilhou e se chocou contra o depósito onde ela estava guardada. Imagino que o autor teria rido da desgraça da situação, se estivesse vivo e radiante para tal, como em meados de 1836...
O funeral de ocorreu em 8 de outubro de 1849, numa segunda-feira, às quatro horas da tarde. Foi uma cerimônia simples à qual compareceram poucas pessoas, e inteira durou somente três minutos. A tarde era fria e úmida. O reverendo Clemm decidiu que não valia a pena pronunciar um sermão devido ao pouco público. Poe foi enterrado em um esquife barato a que faltavam alças. Tinha uma placa e era forrado com pano, com uma almofada para a sua cabeça.
Em 1873, o poeta do sul Paul Hamilton Hayne visitou a tumba e publicou um artigo descrevendo a sua pobre condição do "túmulo" (sim, botei entre aspas, mesmo!), sugerindo um monumento mais apropriado. Muitas pessoas de Baltimore e de todo os Estados Unidos contribuíram. O custo total do monumento, com o emblema, chegou a pouco mais de 1.500 dólares. O lugar original do enterro foi marcado com uma grande lápide doada por Orin C. Painter, mas originalmente, foi colocada em um lugar incorreto. E penso novamente que Poe teria rido...


O mistério das três rosas: Um fato interessantíssimo é que, por cerca de 60 anos, desde 1949, um desconhecido ia ao seu túmulo nesta data religiosamente todos os anos, deixando ali três rosas e uma garrafa de conhaque parcialmente cheia. Mas nos últimos anos o estranho parece ter desaparecido, e a tradição deve ter se perdido. Será que alguém irá retomá-la no futuro?

Obra geral

Suas histórias são repletas de terror e mistério no qual o sobrenatural e a loucura, misturam-se com a realidade através de delírios, doenças, assassinatos e suicídio. Pessoalmente é isso o que amo nesse grande mestre: a capacidade de mesclar a loucura com o paranormal, muitas vezes colocando uma linha tão tênua entre ambas as áreas que nos faz ponderar o que é ou não real, e ainda mais o que há de extraordinário no ordinário e vice-verso. 
As obras mais conhecidas de Poe são Góticas. Seus temas mais recorrentes lidam com questões da morte, incluindo sinais físicos dela, os efeitos da decomposição, interesses por pessoas enterradas vivas, a reanimação dos mortos e o luto. Muitas das suas obras são geralmente consideradas partes do gênero do romantismo sombrio, uma reação literária ao transcendentalismo.
Além do horror, Poe também escreveu sátiras e contos de humor. Para efeito cômico, abusava da ironia e a extravagância do ridículo, muitas vezes na tentativa de liberar o leitor da conformidade cultural. De fato, "Metzengerstein", a primeira história que Poe publicou (e sua primeira incursão em terror) foi originalmente concebida como uma paródia satirizando o gênero popular.
Sua escrita reflete suas teorias literárias, que ele apresentou em sua crítica: não gostava de didatilismo e alegoria, pois acreditava que os significados na literatura deveriam ser uma subcorrente sob a superfície. Trabalhos com significados óbvios, ele escreveu, deixam de ser arte. Acreditava que o trabalho de qualidade deveria ser breve e concentrar-se em um efeito específico e único. Para isso, acreditava que o escritor deveria calcular cuidadosamente todos sentimentos e ideias.


Influência mundial

Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe é considerado por muito o inventor do gênero ficção policial, como podemos claramente perceber ao ler Os assassinatos na Rua Morgue e A carta roubada - especula-se que o herói desses contos, C. Auguste Dupin, foi uma das grandes inspirações do britânico Arthur Conan Doyle ao criar o grande Sherlock Holmes, além de ter influenciado autores como Agatha Christie, G. K. Chesterton, Jorge Luis Borges, e muitosoutros.
Um espírito desequilibrado e uma alma atribulada fizeram Poe levar sempre uma vida de miséria e de desespero, mas senhor, ao mesmo tempo, da maior figura do romantismo americano e o mais universalmente conhecido dos seus escritores. Sua própria vida foi um desses romances vividos que fornecem alta matéria para os romancistas.
Sendo Poe uma importante figura do movimento romântico americano, é de prado encontrarmos na internet fanfics (histórias criadas por fãs baseadas nas já existente) escritas em inglês utilizando-se das obras do autor, pois na sétima ou oitava série (respectivamente 8th e 9th grade) as crianças geralmente têm como trabalho escolar criar obras baseadas em algum escritor nacional romântico. Pessoalmente também mergulhei no universo do terror com o amparo principalmente das obras de Poe, que lia ainda em infância e foi um fator decisivo na minha paixão pela coisa.
Sua obra e vida também foram inspiração para músicos e compositores. O sobrenatural de Poe fascinou compositores eruditos, Debussy compôs uma ópera baseada na Queda da Casa de Usher; Rachmaninoff, utilizou o poema Os Sinos e o transformou em uma sinfonia com coral de mesmo nome; Joseph Holbrooke que era obcecado pelas obras de Poe compôs um poema sinfônico baseado em O Corvo; e tantos outros. Na música popular, Poe também teve e tem uma grande influência. Bob Dylan, Don Dilworth, The Beatles, Lou Reed, Iron Maiden e outros milhares de músicos beberam desse néctar precioso.


A morte de Poe também foi objeto de uma série de obras, tanto fictícias quanto representações de sua biografia. Em 1915 foi lançado o filme The Raven, um cinebiografia retratando os delírios de Poe em seus últimos dias. Em 2002, o romance gráfico The Shadow of Edgar Allan Poe, relata as descobertas de Sterling Tuttle, um fictício entusiasta do autor, ao encontrar um diário que Poe teria escrito em seu leito de morte, detalhando encontros sobrenaturais. A partir daí, Tuttle começa a se questionar se o trabalho do escritor teria sido influenciado por perturbações sobrenaturais ao invés de mentais

Presentinho!

Se você teve coragem de ler este enorme texto e ainda está postergando a leitura de Poe, sugiro que deixe a preguiça de lado e leia ao menos um conto dele, pois convenhamos que meu post ficou maior que muitas obras do mestre! (risos) Na verdade eu pretendia realmente fazer um resumo modesto do Poe, mas obviamente é muito difícil falar de uma figura tão querida em poucas linhas. Poderia escrever uma bíblia sobre ele! Peço perdão pela extensão colossal desta biografia que deveria ser pequena, e como recompensa trago ao visitante o endereço do maravilhoso site Contos do Covil e Garganta da Serpente, onde você pode ler muito mais não apenas do Mr Edgar mas também de outros magníficos autores do extraordinário. Abaixo, dois contos com o intuito de introduzi-lo a este mórbido mundo Poeniano:

 
 
 

Documentário em vídeo

Como bem já disse, este post deveria ser pequeno. Sei que já me demorei o bastante para uma vida inteira, então me limito a deixar aos interessados um bom documentário de no máximo uma hora produzido pelo History Channel, dublado em português. O assisti há uns dois anos e confesso que não o re-vi quando cá o acoplei, mas se bem me lembro ele pode dar uma boa noção da vida e obra de Poe de modo geral.